Plano energético do governo posto em causa

31 03 2010

Depois de um grupo de empresários ter assinado um manifesto que pedia uma reavaliação dos investimentos públicos apontados pelo Governo, em Junho de 2009, chega agora a vez de o plano nacional de energia ser visado por um documento semelhante.

Segundo o jornal i, este manifesto está contra a política energética apresentada por Sócrates e tem como subscritores Mira Amaral, Campos e Cunha e ex-ministros do Governo de Cavaco Silva (Miguel Cadilhe, Valente de Oliveira, Cardoso e Cunha e João Salgueiro), além de notáveis do PSD como António Borges, Alexandre Relvas e Alexandre Patrício.

O mesmo jornal refere ainda que, embora a expressão “energia nuclear” não faça parte do documento, os subscritores contactados «reconhecem que são favoráveis à discussão ao mais alto nível desta opção, em linha com o debate na Europa, mas sobretudo em sintonia com Espanha».

Campos e Cunha é um dos mais críticos da política energética do Governo e acusa Sócrates de subir os preços da electricidade, que são resultado dos subsídios criados para estimular a energia renovável.

Já Miguel Cadilhe, citado pelo i, avisa que é preciso «reavaliar a política energética do país», uma vez que «os preços estão a ser altamente subsidiados», facto que vai ter «graves implicações nas contas públicas».

Um dos próximos objectivos dos subscritores deste manifesto será pedir uma audiência com o Presidente da República.