DSTelecom investe 108 milhões em instalações de fibra óptica

7 02 2010

A DSTelecom (Grupo DST) ganhou os concursos para as Redes de Nova Geração (RNG) das zonas rurais do Norte e Sul do país e vai investir 108 milhões de euros na implementação de cerca de oito mil quilómetros de fibra óptica.

Com este investimento, o Grupo DST, que também opera no mercado das telecomunicações, vai potenciar a criação de «3300 empregos directos e cobrir com esta tecnologia mais de 50 por cento» da população destas regiões. A empresa vai ter como parceiro para retalho a Optimus.

«Enquanto a DSTelecom se propunha manter o seu papel de operador de operadores, com a sua actividade concentrada na construção, operação e manutenção de RNG, a Optimus ficaria responsável por assegurar todos os aspectos relacionados com a prestação de serviços aos seus clientes», esclarece a empresa.

Os concorrentes da DST neste concurso foram a Paínhas (no Norte) e a Viatel (Sul). No primeiro, a DST venceu com 73,01 pontos contra 70,01 e no segundo a pontuação foi de 65,69 contra 62,19 pontos.

Para a empresa este, a possibilidade de instalar fibra óptica é «um contributo significativo» para a dinamização do acesso à banda larga em locais do País: «Hoje é um dia especial para Portugal e para os portugueses das zonas periféricas, pois o governo decidiu dar passos larguíssimos e de vanguarda na democratização do acesso à comunicação de ponta, vencendo quaisquer assimetrias», refere José Teixeira, CEO do Grupo DST.

Neste momento, a DSTelecom encontra-se a ultimar os projectos de implementação dos cerca de oito mil quilómetros de RNG, que deverão começar a ser construídos dentro de poucos meses e estarão concluídos no prazo máximo de dois anos. Dos 108 milhões de investimento, 68 serão aplicados no Norte e 40 no Sul.

O presidente da DST alerta ainda para a necessidade de haver uma concentação de infraestruturas neste mercado: «No nosso entender, não faz sentido todos os operadores construírem uma infra-estrutura física onde corram apenas os seus serviços, pois o elevado custo de construção seria transposto para a sua oferta, penalizando o consumidor final».

Com a assinatura deste protocolo, a DSTelecom passou a integrar o lote de operadores Portugal Telecom, Zon, Sonaecom e Oni Communications que vão implementar as RNG em Portugal.





INESC organiza workshop sobre sensores de fibra óptica

28 01 2010

Ainda falta mais de meio ano, mas o INESC Porto avançou já com o anúncio de que vai organizar um evento dedicado aos sensores em fibra óptica entre 8 e 10 de Setembro, em Vila Nova de Gaia.

O EWOFS 2010 é um workshop a nível europeu, cujo objectivo é «garantir um fórum para a avaliação dos mais recentes avanços na área dos sensores em fibra óptica, assim como para a discussão das futuras tendências nesta área nos domínios científico, tecnológico e empresarial». Para este ano, o INESC espera debater «novos transdutores baseados em micro e nanotecnologias, novos subsistemas, processamento de sinal e multiplexagem de sensores, assim como novas aplicações e explorações desta tecnologia sensora».

Desde já, a organização está a aceitar papers, que podem ser submetidos através do site www.ewofs.org até 31 de Março. Os autores serão ainda convidados a submeter uma versão alargada dos artigos aceites para uma Edição Especial do IEEE Sensors Journal, refere o INESC.

A filosofia deste workshop «privilegia a discussão e interacção entre os participantes». Assim, as contribuições vão ser apresentadas em formato poster, com cada sessão a ser precedida por apresentações orais que devem mostrar o “estado-da-arte” dos tópicos abordados.

Posteriormente, os participantes do workshop serão divididos em grupos que irão analisar as contribuições e apresentar os seus comentários/visões nas discussões subsequentes, iniciadas por um painel constituído por investigadores de reconhecido prestígio na área dos sensores em fibra óptica.

Entre as entidades que apoiam o EWOFS 2010 estão SPIE (International Society for Optics and Photonics), a OSA (Optical Society of America), a IEEE Photonics Society, a EOS (European Optical Society) e a SPF (Sociedade Portuguesa de Física).

O que é o…
… EWOFS?
É o Workshop Europeu sobre Sensores em Fibras Ópticas (EWOFS) e tem como objectivo promover um encontro científico com um alto nível de interacção entre os participantes, permitindo uma discussão aberta e a avaliação de novos conceitos, tecnologias e aplicações no âmbito dos sensores em fibra óptica, assim como o estabelecimento de novas colaborações e redes. O EWOFS’2010 pretende também complementar, temporal e geograficamente, as conferências internacionais nesta área, particularmente a Conferência Internacional sobre Sensores em Fibra Óptica (OFS).

… sensor em fibra óptica?
Os sensores ópticos, particularmente aqueles baseados em fibra óptica, estão a tornar-se uma importante referência no domínio da sensorização quando o objectivo é conseguir elevado desempenho, operação remota e monitorização em larga escala, e isto além do facto desta tecnologia ser frequentemente a única com operação aceitável em situações de elevada agressividade electromagnética (por exemplo, em centrais nucleares) e química. Assim, é natural que as actividades de I&D em torno deste conceito estejam a crescer a um ritmo rápido, permitindo um crescendo de oportunidades de disseminação e exploração desta tecnologia.





Cabelte e Prysmian com acordo para a fibra óptica

25 01 2010

A Cabelte e a Prysmian Cavi e Sistemi Telecom assinaram um acordo que tem a vista o desenvolvimento e fornecimento de soluções FTTH (Fiber To The Home – fibra até ao assinante) em Portugal, Angola e Moçambique.

«O acordo vem juntar a forte posição que a Cabelte detém na produção de fibra óptica e de cabos de fibra óptica, e o vasto portfólio de soluções disponibilizadas pela Prysmian no que diz respeito a redes ópticas passivas», sublinha a Cabelte em comunicado.

«Portugal é hoje um dos países da Europa com maior crescimento nas redes FTTH, com uma das maiores taxas de penetração», explica a empresa, numa conclusão idêntica à que chegaram os responsáveis do FTTH Council que estiveram em Portugal durante a semana passada (leia a reportagem na próxima ME 46).

Segundo Tiago Neiva de Oliveira, presidente do Grupo Cabelte, o «mercado local está destinado a ser um centro importante no panorama das redes FTTH na Europa», sendo que a «experiência de ambas as empresas em sistemas de fibra óptica, desde a concepção do projecto, à produção e implementação no terreno» vão manter Portugal «um passo à frente».

Já o director da área global de negócios de telecomunicações da Prysmian, Hakan Ozmen, considera que esta parceria é «muito importante», uma vez que as soluções das duas empresas em conjunto – «cabos de elevada qualidade e os sistemas FTTH da Prysmian, VertiCasa, Sirocco e Quickdraw» – dão confiança para para «fornecer uma solução optimizada para as necessidades do mercado português».





FTTH revela dados sobre fibra óptica em Portugal

19 01 2010

A Mercado Eléctrico vai acompanhar hoje a presença dos responsáveis do FTTH Council Europe (uma das organizações europeias líder na área das telecomunicações) em Portugal.

A presença deste organismo no País prende-se com a apresentação da VII Conferência FTTH (Lisboa, 24 e 25 de Fevereiro) e com a revelação dos dados de fibra óptica em Portugal. O evento conta com a participação do presidente do FTTH e com o presidente do conselho de administração da CBE, uma empresa portuguesa que faz parte do Council.

Não perca a reportagem na próxima edição da ME (n.º46, Janeiro).





Resolver problemas de transmissão em redes ópticas é o objectivo da Alcatel-Lucent

5 01 2010

A Alcatel-Lucent anunciou ter aumentado a sua gama de redes ópticas para permitir que os operadores lidem «de um modo automático e eficiente em termos da relação qualidade preço, com as incapacidades de transmissão». Segundo a empresa, este problema torna-se «extremamente grave» quando as velocidades são superiores a «100 gigabits por segundo».

No teste levado a cabo em Espanha, a Alcatel-Lucent comprovou «com êxito a funcionalidade de uma detecção coerente da próxima geração», num ensaio onde se atingiram velocidades de 112 Gbit/s, numa ligação de fibra óptica de elevado tráfego já existente. O teste foi igualmente feito numa rede da Telefonica (operadora de telecomunicações do país vizinho), durante o qual o tráfego live foi «transmitido ao longo de mais de 1088Km», entre quatro cidades de Espanha.

O objectivo da empresa é criar um novo modelo de comunicação que atenue as «tensões causadas pelas aplicações de banda larga de alta velocidade», mantendo ao mesmo tempo «um nível de desempenho superior».

Em Portugal as instalações de fibra óptica seguem as normas ITED, cujas especificações podem ser encontradas no site da Anacom.





JSL apresenta novidades

23 11 2009

Novas calha técnicas, ligadores rápidos e um ATI preparado para comunicações de fibra óptica são os mais recentes produtos comercializados pela JSL. As calhas destinam-se a instalações eléctricas e são compatíveis com aparelhagem de manobra, redes estruturadas e telecomunicações em «ambientes industriais e domésticos», refere a empresa.

À esquerda, as novas calhas técnicas; à direita, os ATI Fibra da JSL.

Entre as principais vantagens desta calha estão o facto de ser universal (aceita todos os tipos de aparelhagem 45×45), de ter uma gama completa de acessórios modulares e de ângulos variáveis adaptados às imperfeições das paredes, de estar de acordo com a Norma EN50085-2-1, com os regulamentos de segurança de instalações eléctricas RTIEBT e com o regulamento de telecomunicações ITED e de poder ser usada com um só canal (monobloco) ou dois canais diferenciados (separação de correntes fracas e correntes fortes) usando separador central.

Das calhas, passamos para os novos ATI Fibra que já estão em conformidade com o futuro regulamento ITED e ITUR. Ao explorar «todas as possibilidades da nova tecnologia de fibra óptica» e ao «oferecer um nível de qualidade Classe E (categoria 6)», a JSL apresenta um equipamento «totalmente retrocompatível com as caixas de ATI (fundos) usadas na sua actual gama (Ref. 71G).

Assim, todos os fundos já instalados que tenham esta referência, podem receber o novo painel do ATI Fibra. «Além da enorme economia de custos, a utilização deste fundo como caixa de apoio do ATI (CATI), torna o novo armário extremamente compacto e agradável», assegura a JSL.

A mais recente gama de ligadores JSL tiram partido de um novo método de encaixe.

Finalmente, a empresa apresentou mais ligadores rápidos para fio rígido. Estes pequenos elementos são transparentes (amarelo esverdeado para fio terra e azulado para fio neutro), incluem um novo encaixe e são produzidos em material auto-extinguível, «cumprindo todas as normas aplicáveis e com garantia de cinco anos», explica a JSL.
Segundo a marca, os novos ligadores permitem, também, «uma melhor arrumação dentro da caixa de derivação, uma instalação mais segura e facilitada, com lâminas do ligador metálico em aço inox e latão estanhado para total resistência à humidade».