União Europeia apoia investigação para injectar energia eólica na rede

20 05 2010

A União Europeia lançou o projecto Twenties, cujo objectivo é fazer avançar «significativamente o desenvolvimento, teste e implementação de novas tecnologias que permitem aumentar a produção de energia eólica no sistema eléctrico europeu», explica o INESC Porto em comunicado.

Esta entidade nacional vai, em colaboração directa com o operador da rede de transporte francês, RTE, desenvolver «conceitos inovadores» relativamente à operação de redes off-shore multi-terminal em corrente contínua (HVDC – High Voltage Direct Current) que facilitarão a integração desses parques eólicos na rede on-shore.

Reunindo 26 parceiros (operadores de sistemas de transporte , empresas de electricidade, institutos) de dez Estados-Membros diferentes, o projecto Twenties tem uma duração prevista de três anos e um orçamento total de 60 milhões de euros, 32 milhões dos quais serão financiados pela União Europeia.

Este torna-se, assim, o projecto «mais ambicioso apresentado à DG-ENER da Comissão Europeia», no âmbito do Programa-Quadro para a Investigação, Desenvolvimento e Demonstração. Segundo o INESC, isto vai contribuir de uma «forma definitiva» para o objectivo que a UE pretende atingir até 2020 relativamente a recursos energéticos: reduzir em 20% as emissões de CO2, melhorar em 20% a eficiência energética, garantir que 20% de consumo de energia seja proveniente de fontes renováveis.

A Red Eléctrica de España é o líder do consórcio desta iniciativa que junta 26 empresas e institutos de referência mundial no sector eléctrico. O objectivo do grupo é «identificar e demonstrar soluções que contribuam para permitir um maior aumento da incorporação de energia eólica (on-shore e off-shore) nos sistemas eléctricos, que hoje está fortemente limitada por questões relacionadas com aspectos de gestão técnica do sistema».

Em Espanha, será a Iberdrola Renovables a tomar as rédeas deste desenvolvimento, com uma demonstração com mais de duzentas turbinas eólicas com uma potência total de 500MW que vão ajudar a «suportar a operação da rede, aumentando a sua segurança», mediante a demonstração de conceitos relacionados com fornecimento de serviços de sistemas como sejam o controlo de potência reactiva/tensão e o controlo de frequência.

Estas acções serão coordenadas em conjunto pelas salas de controlo da Iberdrola (CORE) e da Red Eléctrica de España (CECRE), pioneiras nesta área em todo o mundo.

Também alinhada com o objectivo de verificar a contribuição deste tipo de geração intermitente no sistema, a empresa de serviços públicos dinamarquesa DONG Energy irá demonstrar como a combinação de estratégias de gestão da procura num ambiente de elevada penetração de energia eólica e no âmbito de um quadro regulador favorável contribuirá para o aumento da segurança e da eficiência do sistema eléctrico.

Os trabalhos com os quais se pretende atingir uma maior flexibilidade nas redes de transmissão de energia eléctrica serão levados a cabo por dois operadores da rede de transporte de electricidade: o operador belga, ELIA, através de sensores e aparelhos de controlo que permitem evitar possíveis instabilidades à larga escala, induzidas pelos parques eólicos instalados numa determinada região; e o operador espanhol, Red Eléctrica de España, com a aplicação de parâmetros de operação alternativos que melhoram a segurança, e novos aparelhos de controlo de fluxos de energia que optimizam a capacidade da rede no sentido de permitir integrar a maior quantidade possível de produção de energia eólica.

As dificuldades associadas à integração de grandes parques eólicos offshore serão abordadas do ponto de vista da segurança. O operador francês, RTE, irá demonstrar, em larga escala, as componentes críticas de protecção e controlo necessárias para desenvolver as redes HVDC enquanto que o operador dinamarquês, Energinet.dk, irá verificar se através de uma coordenação adequada entre parques eólicos offshore e geração hidroeléctrica, localizados neste caso na Noruega, é possível fazer o balanço das perdas de capacidade de produção off-shore que poderão advir de fenómenos meteorológicos extremos, mantendo a segurança do sistema.

Os resultados experimentais irão avaliar, a um nível europeu, o impacto potencial de aplicação progressiva das soluções testadas, identificadas como sendo necessárias para a rede de transmissão do sistema eléctrico europeu no horizonte de 2020, conjugadas com os objectivos do Plano Estratégico Europeu para as Tecnologias Energéticas.

Entidades participantes no Projecto Twenties
• Red Eléctrica de España S.A.U. (Espanha)
• RTE EDF Transport S.A. (França)
• Risø DTU (Dinamarca)
• Tennet TSO B.V. (Holanda)
• SINTEF Energy Research A/S (Noruega)
• 50Hertz Transmission (Alemanha)
• ABB Asea Brown Boveri, S.A. (Espanha)
• ENEA-Ricerca sul Sist. Elettrico (Itália)
• Katholieke Universiteit Leuven (Bélgica)
• Dong Energy Power A/S (Dinamarca)
• Elia System Operator S.A. (Bélgica)
• Electricité de France, S.A. (França)
• Univers. Pontificia de Comillas (Espanha)
• Gamesa Innovation & Techn.(Espanha)
• EWEA, European Wind Ass. (Bélgica)
• INESC PORTO (Portugal)
• University of Strathclyde (Reino Unido)
• Université Libre de Bruxelles (Bélgica)
• Iberdrola Renovables S.A. (Espanha)
• ENERGINET.dk (Dinamarca)
• Areva T&D (Reino Unido)
• Fraunhofer IWES (Alemanha)
• SIEMENS Wind Power A/S (Alemanha)
• CORESO SA (Bélgica)
• University College Dublin (Irlanda)
• University Liege (Bélgica)





ABB compra empresa especialista em análises de energia

11 05 2010

A ABB decidiu adquirir a Ventyx (fornecedor de software para as áreas da energia global, empresas de serviços públicos, comunicações) por mais de mil milhões de dólares à Vista Equity Partners.

Esta empresa tem uma gama de soluções que incluem gestão de activos, gestão de equipas de trabalho móveis, mercados de energia, gestão de riscos, operações energéticas e analítica de energia. A empresa também oferece soluções para a planificação e previsão de necessidades energéticas, incluindo as fontes renováveis.

«A ABB integrará o seu negócio relacionado com gestão de redes na divisão Power Systems, dentro da qual a Ventyx será uma unidade independente dedicada a soluções de software para gestão de energia. Ao proporcionar um acesso mais amplo ao mercado de gestão de empresas de electricidade, a aquisição triplica o mercado de software de gestão energética acessível à ABB», explica a empresa.

Joe Hogan, CEO da ABB, sublinha que a grande vantagem para as empresas de energia e de electricidade e para os clientes industriais, é o facto de passarem a ter ao seu dispor «um único fornecedor de plataformas de tecnologias de informação, e de sistemas de automação eléctrica, que abarcam toda a empresa».

Com sede em Atlanta, Georgia, a Ventyx possui uma grande base instalada nos mercados norte-americano e europeu, e opera em mais de 40 países. Entre os seus clientes estão as principais empresas eléctricas dos Estados Unidos e da Europa, para além de importantes indústrias. A empresa tem 900 empregados e facturou em 2009 cerca de 250 milhões de dólares.

A aquisição é «coerente com a estratégia da ABB de procurar oportunidades de crescimento que complementem o portefólio actual de produtos e tecnologias e a sua extensão geográfica». A empresa espera que a aquisição (será paga em dinheiro), que está ainda pendente das necessárias aprovações legais, esteja terminada no segundo trimestre deste ano.

Quais são as soluções da Ventyx?
Uma das principais aplicações de software da Ventyx permite às empresas de electricidade e aos operadores de redes dispor da informação de que necessitam para adequar a produção de electricidade ao consumo, incluindo a nível dos utilizadores domésticos.

Ao produzir informação atempada sobre a procura de electricidade, o preço, e a disponibilidade, o software da Ventyx proporciona às empresas de electricidade um modelo de negócio realista, para que obtenham rendimento das redes inteligentes e da gestão das emissões de CO2.

O software de previsão de carga da Ventyx permite também integrar grandes quantidades de energia renovável, como as eólica e solar, cuja previsão é difícil.

A empresa dispõe também de outras aplicações de gestão de activos, para integrar plenamente o negócio de electricidade e a gestão comercial em toda a cadeia de valor, bem como um pacote completo de sistemas para a solução eficaz das falhas na rede eléctrica.





APC apresenta nova UPS para centros de dados

27 04 2010

A APC acaba de anunciar a disponibilidade de uma nova sua UPS, a Symmetra PX 96kW, para «responder às necessidades de redução de custos, dimensão e fiabilidade.

Segundo a marca, este equipamento é «escalável em potência, autonomia e distribuição da alimentação de 32kW para 96kW», inclui uma UPS modular e um sistema de distribuição de energia «altamente flexível, que maximiza o tempo de actividade».

Esta UPS inclui uma Modular Power Distribution integrada e a sua distribuição de energia permite ao sistema avaliar e responder às «necessidades de elevada disponibilidade sem a necessidade do datacenter reduzir o seu tempo de resposta».

A arquitectura da Symmetra PX 96 permite aos gestores de TI equilibrarem a energia e o tempo baseados na constante alteração de exigências energéticas, eliminando a necessidade de prevenir necessidades de energia do futuro. Como parte integrante da arquitectura InfraStruxure, a Symmetra PX tem capacidade de autodiagnóstico e módulos standard que «reduzem o risco de erro humano».

O sistema está limitado entre dois frames de 600mm e a duração das baterias surge alargada: segundo a APC, estas Symmetra podem estar em funcionamento mais 25 por cento do tempo em relação a modelos semelhantes, chegando aos 31 minutos. O PVP é de 48 mil euros.

Pode ler aqui as características completas da Symmetra PX 96kW.





ERSEFORMA 2010 estende-se de Maio a Novembro

23 04 2010

A ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços energéticos) deu início à promoção do seu programa ERSEFORMA, uma iniciativa anual de formação que coloca ao serviço dos seus públicos-alvo conhecimento específico sobre a legislação, a regulamentação e o enquadramento técnico e económico do sector da energia.

«A ERSE reconhece a necessidade de manter informados e actualizados os diversos agentes do sector relativamente às novas realidades e regras que regem as questões da energia que atravessam o quotidiano e se reflectem na economia e na vida dos cidadãos. Em particular, as relacionadas a aspectos contratuais, à mudança de comercializadores, ao sistema tarifário e às regras de relacionamento comercial e de qualidade de serviço», refere a entidade.

Em 2010, o Programa ERSEFORMA vai ter duas vertentes: a regular e a temática, sendo que a primeira é uma novidade este ano. Criado em pelo ERSEFORMA Consumidor de Energia, vai disponibilizar quatro acções de formação a realizar no Porto (4 e 5 de Maio), em Évora (22 e 23 Junho), em Lisboa (21 e 22 de Setembro) e em Coimbra (28 e 29 de Setembro) cada uma com a duração de dois dias, abrangendo as seguintes matérias:

Direitos e deveres do consumidor de energia;
Contratualização de energia com o comercializador de último recurso e com os do mercado;
Qualidade do fornecimento de energia eléctrica e gás natural e dos serviços;
Prevenção e resolução de conflitos.

Paralelamente, o programa mantém a aposta nas acções de formação temáticas, embora «igualmente renovadas». Estas têm como principal objectivo proporcionarem informação e formação sobre matérias específicas relativas aos sectores regulados, em concreto:

Mudança de comercializador e tarifas e preços de electricidade (Lisboa 20 de Outubro | Porto: 27 de Outubro);
Mudança de comercializador e tarifas e preços de gás natural (Lisboa: 4 de Novembro | Coimbra: 10 de Novembro);
Ligações às redes de energia eléctrica (Lisboa: a confirmar)
Prevenção e resolução de conflitos, nos sectores de electricidade e gás natural Nível II (Lisboa: 17 de Novembro).

A aceitação das inscrições estará condicionada à disponibilidade de lugares e à conformidade com os públicos-alvo visados para cada acção. Para qualquer dúvida, a ERSE pede aos interessados que usem o e-mail erseforma@erse.pt.





Plano energético do governo posto em causa

31 03 2010

Depois de um grupo de empresários ter assinado um manifesto que pedia uma reavaliação dos investimentos públicos apontados pelo Governo, em Junho de 2009, chega agora a vez de o plano nacional de energia ser visado por um documento semelhante.

Segundo o jornal i, este manifesto está contra a política energética apresentada por Sócrates e tem como subscritores Mira Amaral, Campos e Cunha e ex-ministros do Governo de Cavaco Silva (Miguel Cadilhe, Valente de Oliveira, Cardoso e Cunha e João Salgueiro), além de notáveis do PSD como António Borges, Alexandre Relvas e Alexandre Patrício.

O mesmo jornal refere ainda que, embora a expressão “energia nuclear” não faça parte do documento, os subscritores contactados «reconhecem que são favoráveis à discussão ao mais alto nível desta opção, em linha com o debate na Europa, mas sobretudo em sintonia com Espanha».

Campos e Cunha é um dos mais críticos da política energética do Governo e acusa Sócrates de subir os preços da electricidade, que são resultado dos subsídios criados para estimular a energia renovável.

Já Miguel Cadilhe, citado pelo i, avisa que é preciso «reavaliar a política energética do país», uma vez que «os preços estão a ser altamente subsidiados», facto que vai ter «graves implicações nas contas públicas».

Um dos próximos objectivos dos subscritores deste manifesto será pedir uma audiência com o Presidente da República.





Espanha vai adoptar Plano Integral para Veículos Eléctricos

30 03 2010

Depois de o Governo português ter demonstrado a aposta nos carros eléctricos (veja-se a Estratégia Nacional para a Energia), chega agora a vez de Zapatero apresentar uma estratégia para este tipo de veículo.

No documento que irá ser apresentado durante a próxima semana em Espanha, o Governo traça o objectivo de ter 250 mil carros eléctricos nas estradas até 2014, revela a agência EFE. Destes 250 mil, cerca de 85 por cento devem pertencer a empresas e o restante a particulares, espera Zapatero.

Tal como em Portugal, esta plano estratégico direccionado para os carros ecológicos prevê incentivos fiscais a quem optar pela aquisição de um carro que, em vez de movido a gasolina ou diesel, funcione com baterias eléctricas.

Além disto, o Governo quer ainda propor a criação de uma nova tarifa eléctrica para aproveitar as horas ideais para recarregar as baterias dos carros e para que a rede eléctrica espanhola tenha um melhor rendimento. Isto justifica-se pelo facto de o Governo considerar que a entrada em “cena” dos veículos eléctricos vai exigir uma maior procura de electricidade.

O plano inclui ainda um Acordo Voluntário para os produtores de energia, que prevê a oferta de tarifários com discriminação horária dedicados aos utilizadores de veículos eléctricos, e propostas para a criação de estações e postos de carregamento.

Neste ponto, o objectivo do Governo espanhol é ter, em 2014, 62 mil postos de carregamento em habitações particulares, 12 mil em parques de estacionamento públicos, 263 mil em parques de estacionamento para frotas de carros e 6300 nas vias públicas.

O projecto de mobilidade eléctrica parece ser estar ainda mais consolidado em Espanha pelo acordo assinado hoje entre o presidente da aliança Renault-Nissan, Jean Pierre Laurent e a presidente da eléctrica Acciona, Carmen Becerril. O objectivo, segundo os dois responsáveis, é «contribuir para promoção do veículo eléctrico».





LHC chegou aos 7 teraelectrões-volt

30 03 2010

Depois de se ter avariado duas vezes desde 2008, o Large Hadron Collider (o maior acelerador de partículas do mundo) do CERN entrou hoje em funcionamento à hora do almoço e já conseguiu criar 7 teraelectrões-volt de energia (choque entre dois raios de 3,5TeV), com origem na colisão de partículas.

O Centro Europeu de Pesquisas Nuclear conseguiu assim criar energia concentrada equivalente a 280 mil milhões de baterias de carros, um valor que, segundo os cientistas poderá explicar a origem da massa e de que forma é que surgiu o Universo.

«Estamos prestes a poder responder a alguns grandes enigmas da física moderna, como a origem da massa, a grande unificação das forças e abundância de matéria negra no Universo», revelou Guido Tonelli, cientista do CERN, à agência France-Press.

O LHC é um acelerador de partículas circular com 27 quilómetros localizado em Genebra (Suiça) e enterrado a uma profundidade de 174 metros, em cuja construção participaram engenheiros de cem países e dez mil cientistas. Os custos totais desta que já é apelidada como a «maior experiência científica do século» chegaram aos 4 mil milhões de euros.

A 10 de Setembro de 2008, o LHC entrou pela primeira vez em funcionamento, mas avariaria nove dias depois. A causa foi uma quebra em dois ímanes supercondutores. A reparação e instalação de novos componentes demorou cerca de um ano.

Em Novembro de 2009 os raios de protões voltaram a circular no LHC, tendo sido registada uma colisão entre dois feixes de 450 gigaelectrões-volt. No mesmo mês, os cientistas registariam ainda uma outra colisão de 1,18TeV.

Depois de ter estado fechado durante os meses de Inverno de 2009/2010, o LHC abriu hoje e chegou aos 7TeV, um valor que, segundo os cientistas, é apenas metade do máximo que o acelerador de partículas do CERN pode atingir. Segundo os mesmos, só em 2012 é que o LHC estará preparado para chegar aos 14TeV.





20 medidas energéticas para desenvolver o País, segundo o Governo

30 03 2010

1
Confirmar a posição de Portugal entre os cinco líderes europeus ao nível dos objectivos em matéria de energias renováveis em 2020. O Governo quer ainda actualizar e racionalizar toda a legislação do sector das renováveis, integrando-a num só diploma.


2 Assegurar a duplicação da capacidade de produção de energia eléctrica até 2020, eliminando importações (actualmente cerca de 20 por cento do consumo), desactivando as centrais mais poluentes e acomodando o aumento de procura.

3
Aterros e instalações pecuárias a partir de determinada dimensão, têm de ser alvo de projectos para analisar a viabilidade de instalação de sistemas para fazer aproveitamento energético.

4
Continuar a promover a concorrência dos mercados da energia e a transparência dos preços (electricidade, gás natural, combustíveis), designadamente no quadro do MIBEL e do MIBGÁS.


5 O Governo quer criar condições para que Portugal e a Península Ibérica possam ser uma “porta de entrada” de gás para abastecimento da Europa. Para isso, está em cima da mesa a discussão de uma infra-estrutura estratégica de armazenamento de gás natural com capacidade superior a mil milhões de metros cúbicos.

6
Terminar, a prazo, com a comercialização de lâmpadas incandescentes de baixa eficiência energética.

7
A rede inteligente de distribuição de electricidade vai ter de cobrir 50 por cento dos consumidores nacionais até 2015 e 80 por cento até 2020.


8 Avançar com uma nova fileira na área da geotermia (250MW) até 2020 e valorizar o Centro de Biomassa para a Energia, acrescentando a sua vertente de observatório nacional e envolvendo as empresas do sector na sua gestão.

9
Continuar a produzir torres eólicas e sistemas de gestão dos parques correspondentes, bem como cabos de alta tensão e transformadores de última geração. Além da energia do vento, é também obrigatório reforçar a capacidade de produção no solar térmico e fotovoltaico, promover engenharia e fomentar a construção de barragens. Aliado é isto, o Governo quer criar fileiras industriais e de investigação e desenvolvimento nestas áreas.

10
Está previsto consolidar a aposta na energia eólica, com o aumento para 8500MW até 2020, incluindo o mapeamento e aproveitamento de áreas marítimas com potencial de exploração eólica off-shore e a produção por minieólicas.

11
No que respeita à energia hídrica, o Governo quer assegurar a implementação do Plano Nacional de Barragens e a identificação de possíveis aumentos de potência em empreendimentos já existentes. Criar um novo plano nacional para o desenvolvimento de mini-hídricas, com o objectivo de aumentar em 50 por cento a capacidade actual (hoje cerca de 500MW), maximizar a ligação entre a energia hídrica em barragens reversíveis e a exploração articulada com a energia eólica, está também na agenda de S. Bento.

12
Até 2020, multiplicar por dez a meta actual de energia solar (de 150 para 1500 MW), através de uma política integrada para as diferentes tecnologias do solar (fotovoltaico, solar térmico, CSP, filmes finos), com base num modelo de desenvolvimento da respectiva fileira industrial.


13 Tornar obrigatório que todos os novos edifícios construídos em Portugal tenham a classificação energética mínima de B e incentivar os cidadãos à efectiva melhoria do comportamento energético das suas habitações.

14
Prosseguir a certificação energética dos edifícios públicos e a correcção ou alteração daqueles que se revelarem muito ineficientes ou desperdiçadores de energia.

15
Lançar um amplo programa de microgeração em equipamentos públicos, como escolas, centros de saúde, quartéis, etc e simplificar os processos e procedimentos associados a este modelo de produção, facilitando a adesão dos cidadãos, empresas e entidades do terceiro sector.

16
Para Sócrates, Portugal tem de se estabelecer na fronteira tecnológica na área das renováveis, nomeadamente em tecnologias para apoiar o lançamento de redes de automóveis alimentados por baterias de ião de lítio laminadas, assentes numa rede inteligente de distribuição.

17
Garantir a criação de uma rede piloto para a mobilidade eléctrica em Portugal, que assegure uma cobertura adequada para o lançamento deste modelo, e criar um enquadramento regulamentar para a introdução e operação de pontos de carregamento em edifícios novos e existentes. Isto servirá de incentivo a que os particulares incluam postos semelhantes nas suas habitações.


18 Assegurar, até 2015, que 50 por cento dos veículos comprados pelo Estado sejam híbridos ou eléctricos e que, até 2020, 750 mil dos veículos em circulação sejam veículos híbridos ou eléctricos.

19
Manter o programa de incentivos ao abate de veículos em fim de vida e reforçá-lo com um incentivo de cinco mil euros, para os particulares, e com um benefício de 50 por cento em sede de IRC, para as empresas, no caso de serem adquiridos veículos eléctricos.

20
Reafirmar as metas nacionais de antecipação do cumprimento da meta europeia de incorporação de biocombustíveis, estabelecida para 2020, e impulsionar a conversão de veículos para GPL ou gás natural.





Cisco actualiza gama de switches, com destaque para a eficiência energética

30 03 2010

Para «ajudar os clientes a acelerar o crescimento do seu negócio», a Cisco anuncia o lançamento do Borderless Access, uma solução que inclui «produtos e inovações ao nível do serviço» baseados em «comunicações wire-wireless contínuas, gestão sofisticada de energia de negócios de grande escala, e a entrega optimizada de aplicações de vídeo».

Como parte integrante desta arquitectura, a empresa disponibilizou uma série completa de novas linhas de produtos de fixed-switching: Cisco Catalyst 3560/3750-X Series e 2960-S Series. Segundo a marca, estes «fornecem um conjunto abrangente de novas ofertas de srviços profissionais, preços de entrada flexíveis, preços acessiveis, e uma garantia vitalícia limitada». Além da linha de switching, a Cisco anuncia ainda a maior inovação em routing nas áreas de segurança avançada e desempenho.

Solução EnergyWise
Esta tecnologia da Cisco presente nos equipamentos apresentados ajuda os clientes a «controlar o consumo de energia de forma proactiva e a baixarem os custos operacionais e as emissões de carbono». A Cisco anunciou a próxima versão desta tecnologia premiada, com o Cisco EnergyWise Orchestrator, que alarga a gestão de energia a PC e a computadores portáteis como equipamentos adicionais aos dispositivos de Power over Ethernet (PoE). A Cisco lançou ainda o EnergyWise SDK, disponível através do Cisco Developer Network, que permite a terceiros implementar o EnergyWise nos seus produtos.

Cisco Catalyst 3750-X e 3560-X
Estes switches empresariais stackable e autónomos chegam aos 10Gbps (via ethernet), PoE+ completo em todos as portas e um módulo uplink inteligente e flexível. Além disso, a empresa introduziu aqui o Cisco StackPower, uma inovação na indústria, tecnologia power-interconnect que traz uma «eficácia a nível energético sem precedentes» para um conjunto de switches Catalyst 3750-X Series.

Com o Cisco StackPower, a energia é fornecida a um conjunto de até quatro switches. No caso de falhar a energia, esta é mantida para aplicações de negócio críticas enquanto espalha energia para dispositivos de menor prioridade tal como definido pelo utilizador. «Uma fonte de alimentação única de 1100W pode fornecer energia a quatro switches e aos terminais críticos a eles anexados, garantindo a continuidade do trabalho», garante a Cisco. Os switches Catalyst 3750-X e 3560-X Series são também fornecidos com um conjunto de ferramentas e capacidades que permitem uma implementação zero-touch e instalação numa rede sem fronteiras

Cisco Catalyst 2960-S
Com a introdução do Cisco Catalyst 2960-S Series Switch, existem ainda «mais opções de acesso e desempenho» que anteriormente, com soluções de pacotes e preços que respondem às necessidades dos clientes como «escalabilidade, resiliência, e segurança». O Catalyst 2960-S fornece FlexStack stacking para maior disponibilidade e desempenho, 10GE uplinks, PoE completo em todas as portas e suporte PoE+, e as capacidades completas do Cisco EnergyWise. Além disso, a plataforma 2960-S tem sido bastante optimizada, resultando em cerca de 50 por cento de economia de energia.





Medidas de eficiência energética atribuem “medalhas” da ouro e prata à AREANATejo

23 02 2010

A AREANATejo foi distinguida com dois prémios durante o evento Galardões Rede Climática, uma niciativa promovida pela APEA (Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente) e que integra o projecto ‘Eventos Sobre Energia e Alterações Climáticas’, financiado pela Comissão Europeia através do Centro de Informação Europeia Jacques Delors.

Os prémios Galardão de Ouro e Galardão de Prata foram atribuídos na categoria ‘Autoridade Regional’ e distinguiram duas iniciativas da AREANATejo: o Projecto ILUPub e a Medida RePECEE.

O ILUPub tem como objectivo a «melhoria da eficiência energética na iluminação pública» e «fomentar uma iluminação eficiente e adequada às vias». A ideia da AREANATejo passa por promover um «ponto de equilíbrio entre os níveis de iluminação necessários e o máximo de economia, de modo a reduzir o consumo de energia eléctrica e as emissões de dióxido de carbono associadas.

Os principais elementos inovadores do Projecto ILUPub identificados pelo júri foram a georeferênciação recorrendo ao ngMobile e o Geoportal ILUPub.

Já a Medida RePECEE (Rede de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica) visa «incentivar uma maior eficiência no consumo de energia eléctrica ao nível dos segmentos da indústria, do comércio e residencial», mediante a disponibilização de uma plataforma partilhada (Atlas da Energia, Plataforma Colaborativa e web-market-place).

Isto vai permitir que, entre outros aspectos, se facilitem os« processos de interacção entre os consumidores e as Agências de Energia», tornando «mais eficiente» o papel destas na» prestação de serviços de promoção do consumo eficiente de energia eléctrica».

A AREANATejo quer também, com a RePECEE, «disponibilizar conteúdos e funcionalidades relevantes para a promoção de um consumo eficiente de energia eléctrica a um número alargado de consumidores e dinamizar o mercado destes serviços nas suas respectivas áreas de actuação».