Caça-Watts já visitou 300 habitações

29 04 2010

Dois anos após a sua criação, a Brigada Caça-Watts (um projecto da Agência Municipal Cascais Energia que realiza o diagnóstico energético aos domicílios dos munícipes de Cascais) chegou às trezentas auditorias a habitações e a cinquenta estabelecimentos comerciais.

Com as avaliações realizadas e medidas sugeridas pelos técnicos, os locais visitados diminuíram o seu consumo energético entre dez a vinte por cento, o que equivale a uma redução de 250 quilos/ano, em emissões de gases com efeito de estufa.

Para Carlos Carreiras, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais e Presidente da Cascais Energia, o Caça Watts «contribui de forma determinante para cumprirmos as metas a que nos propusemos ao aderir ao Pacto dos Autarcas: reduzir a emissão de gases efeito estufa em mais de 20%, até 2020».

Segundo os dados da Agência, são sobretudo os cidadãos entre os 25 e 35 anos e entre os 45 e 65 anos, inseridos em agregados familiares de dois elementos, os que mais recorrem ao Caça Watts. As habitações mais visitadas são do tipo T3 e T4, equivalentes a 35 por cento do total, em especial, apartamentos, dos anos 70 e 80, pouco eficientes em termos de consumo energético.

Mediante um custo simbólico, os técnicos avaliam os padrões de consumo, identificam pontos de desperdício, comparam o desempenho de cada equipamento eléctrico, traçam o perfil de consumo de cada residência ou estabelecimento comercial e deixam uma recomendação sobre a melhor forma de o reduzir.

As auditorias dependem de solicitação dos consumidores, através do site http://www.cascaisenergia.org ou da Linha Verde (800 200 054 – disponível nos dias úteis das 9 às 18 horas). O custo é simbólico e varia entre os 25 e os 50 euros, conforme o tipo de habitação, e serve apenas para «cobrir as despesas operacionais», explica a Cascais Energia.





Efapel planeia contratar 35 «jovens talentos»

28 04 2010

A empresa nacional de equipamento eléctrico sediada em Serpins (Lousã, Coimbra) anunciou planos para contratar 35 novos trabalhadores para a sua fábrica, mediante um programa de formação profissional de recém-licenciados.

Esta procura por «novos talentos» baseia-se num perfil que se enquadre em duas áreas: Comercial e Inovação e Desenvolvimento do Produto, do Processo e da Produção, Para esta última, a Efapel quer contratar quatro engenheiros recém-licenciados.

A política de recursos humanos da empresa liderada por Américo Duarte (na foto) passa por «apostar fortemente no investimento do capital humano», cuja valorização «contribui decisivamente para o crescimento da Efapel». Estão, deste modo, previstos investimentos na ordem dos 60 mil euros, em 2010 na área dos recursos humanos. Os cursos a ministrar, num total de quatro mil horas de formação, abrangerão áreas como higiene, segurança e ambiente, comportamental, TIC e línguas estrangeiras.

Em 2009, a Efapel integrou 14 novos colaboradores, cinco dos quais no âmbito deste programa de formação e estágio profissional, que nos últimos anos trouxe para a empresa «dezenas de jovens recém-licenciados de várias áreas de formação».

Os interessados podem contactar a Efapel, recorrendo às vias disponíveis no site da empresa.





ERSEFORMA 2010 estende-se de Maio a Novembro

23 04 2010

A ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços energéticos) deu início à promoção do seu programa ERSEFORMA, uma iniciativa anual de formação que coloca ao serviço dos seus públicos-alvo conhecimento específico sobre a legislação, a regulamentação e o enquadramento técnico e económico do sector da energia.

«A ERSE reconhece a necessidade de manter informados e actualizados os diversos agentes do sector relativamente às novas realidades e regras que regem as questões da energia que atravessam o quotidiano e se reflectem na economia e na vida dos cidadãos. Em particular, as relacionadas a aspectos contratuais, à mudança de comercializadores, ao sistema tarifário e às regras de relacionamento comercial e de qualidade de serviço», refere a entidade.

Em 2010, o Programa ERSEFORMA vai ter duas vertentes: a regular e a temática, sendo que a primeira é uma novidade este ano. Criado em pelo ERSEFORMA Consumidor de Energia, vai disponibilizar quatro acções de formação a realizar no Porto (4 e 5 de Maio), em Évora (22 e 23 Junho), em Lisboa (21 e 22 de Setembro) e em Coimbra (28 e 29 de Setembro) cada uma com a duração de dois dias, abrangendo as seguintes matérias:

Direitos e deveres do consumidor de energia;
Contratualização de energia com o comercializador de último recurso e com os do mercado;
Qualidade do fornecimento de energia eléctrica e gás natural e dos serviços;
Prevenção e resolução de conflitos.

Paralelamente, o programa mantém a aposta nas acções de formação temáticas, embora «igualmente renovadas». Estas têm como principal objectivo proporcionarem informação e formação sobre matérias específicas relativas aos sectores regulados, em concreto:

Mudança de comercializador e tarifas e preços de electricidade (Lisboa 20 de Outubro | Porto: 27 de Outubro);
Mudança de comercializador e tarifas e preços de gás natural (Lisboa: 4 de Novembro | Coimbra: 10 de Novembro);
Ligações às redes de energia eléctrica (Lisboa: a confirmar)
Prevenção e resolução de conflitos, nos sectores de electricidade e gás natural Nível II (Lisboa: 17 de Novembro).

A aceitação das inscrições estará condicionada à disponibilidade de lugares e à conformidade com os públicos-alvo visados para cada acção. Para qualquer dúvida, a ERSE pede aos interessados que usem o e-mail erseforma@erse.pt.





Novas tomadas de parede JSL livres de halogéneo

21 04 2010

As tomadas de parede de 9316/2N, 9416/2N, 9516/2N, 9332/2N, 9432/2N e 9532/2N podem substituir as suas homólogas 9316/2, 9416/2, 9516/2, 9332/2, 9432/2 e 9532/2, com as seguintes vantagens: «Preço de tabela inferior, maior facilidade de instalação, montagem e desmontagem extremamente simples e impossibilidade de erros na instalação», refere a JSL. Estes componentes estão de acordo com as normas IEC 309-1, IEC 309-2, EN 60309-1 e EN 60309-2.

Os componentes plásticos destas tomadas estão livres de halogéneo e são fabricados em material termoplástico, com bornes em latão maciço com elevado teor de cobre para evitar sobreaquecimentos. As fichas e tomadas industriais tipo CEE devem ser utilizadas na indústria, comércio e agricultura, parques de campismo, barcos e iates, camiões e caravanas.

A recusa em usar produtos fabricados com halogéneo é ainda uma das “batalhas” da JSL, que produz a maioria das suas gamas com matérias primas «ambientalmente mais correctas». No seguimento da sua Política de Qualidade e Ambiente, a empresa de Queluz tem feito esforços para, sempre que possível, «recorrer à reciclagem dos materiais e evitar a fabricação de produtos baseados em matérias mais poluentes».

Entre as famílias de produtos livres de halogéneo estão a ITED, fichas e tomadas industriais, caixas estanques, bucins e ligadores, quadros de distribuição e caixas ICT, caixas de coluna, caixas para instalação interior, material de fixação, tubos e acessórios e aparelhagem.





Monofásica Angola elege a ampliação do Aeroporto de Luanda como a ‘Obra do Ano 2009’

19 04 2010

Feita em parceria com a Somague, esta obra foi, segundo a Monofásica, «executada em tempo recorde e com meios nunca antes utilizados» pela empresa.
A cargo da Monofásica estiveram as especialidades de instalações eléctricas, instalações de segurança, instalações de comunicação e informação, instalações de climatização, instalações de águas e esgotos.

As novas instalações contam agora com mais de 37 mil metros quadrados reabilitados (antes, eram 12 mil) e o aeroporto passou a ter capacidade para atender mais de três milhões de passageiros por ano.

Foram ainda construídos três novos parques de estacionamento com capacidade para 856 viaturas, incluindo táxis e autocarros, bem como áreas específicas para portadores de deficiência e um sistema de controlo e gestão automática dos parques.

As áreas de embarque e desembarque foram, também, totalmente reabilitadas e apetrechadas em mobiliário e equipamentos modernos. A área de embarque tem agora mais do dobro dos balcões de check-in (de 12 passou a 26) e a de desembarque conta com três tapetes com capacidade operacional ajustada ao novo espaço disponível.





Espanha vai adoptar Plano Integral para Veículos Eléctricos

30 03 2010

Depois de o Governo português ter demonstrado a aposta nos carros eléctricos (veja-se a Estratégia Nacional para a Energia), chega agora a vez de Zapatero apresentar uma estratégia para este tipo de veículo.

No documento que irá ser apresentado durante a próxima semana em Espanha, o Governo traça o objectivo de ter 250 mil carros eléctricos nas estradas até 2014, revela a agência EFE. Destes 250 mil, cerca de 85 por cento devem pertencer a empresas e o restante a particulares, espera Zapatero.

Tal como em Portugal, esta plano estratégico direccionado para os carros ecológicos prevê incentivos fiscais a quem optar pela aquisição de um carro que, em vez de movido a gasolina ou diesel, funcione com baterias eléctricas.

Além disto, o Governo quer ainda propor a criação de uma nova tarifa eléctrica para aproveitar as horas ideais para recarregar as baterias dos carros e para que a rede eléctrica espanhola tenha um melhor rendimento. Isto justifica-se pelo facto de o Governo considerar que a entrada em “cena” dos veículos eléctricos vai exigir uma maior procura de electricidade.

O plano inclui ainda um Acordo Voluntário para os produtores de energia, que prevê a oferta de tarifários com discriminação horária dedicados aos utilizadores de veículos eléctricos, e propostas para a criação de estações e postos de carregamento.

Neste ponto, o objectivo do Governo espanhol é ter, em 2014, 62 mil postos de carregamento em habitações particulares, 12 mil em parques de estacionamento públicos, 263 mil em parques de estacionamento para frotas de carros e 6300 nas vias públicas.

O projecto de mobilidade eléctrica parece ser estar ainda mais consolidado em Espanha pelo acordo assinado hoje entre o presidente da aliança Renault-Nissan, Jean Pierre Laurent e a presidente da eléctrica Acciona, Carmen Becerril. O objectivo, segundo os dois responsáveis, é «contribuir para promoção do veículo eléctrico».





Efacec e Weidmüller assinam acordo internacional

24 03 2010

A Efacec acaba de assinar um acordo internacional com o grupo Weidmüller, um dos líderes mundiais em sistemas de interface. A empresa nacional torna-se, assim, o primeiro parceiro ibérico do grupo alemão e terá acesso aos oitenta países em que a Weidmüller opera. Uma das vantagens do acordo, que vai ter a validade de três anos, é a «colaboração directa dos centros de investigação & desenvolvimento de ambas as empresas», pode ler-se num comunicado enviado à ME.

Este acordo internacionaliza uma parceria iniciada e praticada em Portugal há mais de vinte anos: a Efacec é o maior cliente da Weidmüller e a Weidmüller, por sua vez, é o maior fornecedor de sistemas de interface da Efacec.

«Em 2009, vendemos um total de 600 mil euros à Efacec. Com base no acordo oficial, o objectivo é aumentar estas vendas para um milhão de euros em 2010», espera Deodato Vicente, director-geral da filial portuguesa da Weidmüller.

Em Portugal, este responsável espera mesmo intensificar a parceria com a Efacec: «Queremos entrar em mais departamentos do grupo, ainda não estamos em todos». A nível internacional, o gestor português também vê vantagens na parceria: «O acordo vai-nos abrir novas portas. No Brasil, por exemplo, somos actualmente a segunda escolha para a Efacec. Queremos passar a ser a primeira».

O grupo Weidmüller vai agora nomear um internacional Key Account Manager, que será o interlocutor privilegiado entre os dois grupos.

Dados empresariais
Em 2009, o grupo Weidmüller conseguiu um volume de negócios de 500 milhões de euros. Conta com 3450 colaboradores e está presente em 80 países, tendo dez fábricas e 23 filias, entre elas a portuguesa Weidmüller Sistemas de Interface, S.A., fundada em 1992. A empresa portuguesa foi a única subsidiária europeia que cresceu em 2009, conseguindo um aumento de dois por cento.

O grupo Efacec registou um volume de negócios superior a mil milhões de euros, tem 4500 colaboradores e opera em 65 países.