Já foram recolhidas 100 milhões de pilhas usadas

11 05 2010

A Ecopilhas – Sociedade Gestora de Resíduos de Pilhas e Acumuladores recolheu vinte milhões de unidades de pilhas e baterias usadas em 2009, dos quais quatro milhões foram recolhidos em Dezembro no âmbito do 1.º Peditório Nacional de Pilhas e Baterias Usadas.

Este peditório «reverteu a favor do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, cujo apoio foi materializado na aquisição de uma máquina de rastreio de cancro oftalmológico», refere a Ecopilhas.

A marca atingida em 2009 conclui cinco anos de actividade onde foram recolhidas 100 milhões de pilhas e baterias e permite atingir 21 por cento da taxa de recolha (a taxa exigida pela União Europeia é de 25 por cento até 2012).

Eurico Cordeiro, director-geral da Ecopilhas, mostrou-se agradado com este marco: «É com grande satisfação que verificamos que a recolha de pilhas e baterias portáteis tem vindo a crescer anualmente. Este incremento reflecte o empenho dos cidadãos na preservação do meio-ambiente, no qual as campanhas de sensibilização têm desempenhado um importante papel».

O mesmo promete ainda que a empresa «vai continuar a apostar num fluxo especializado e específico como é o caso da recolha e tratamento de pilhas e baterias portáteis usadas».





Ecopilhas alarga âmbito de actuação

10 03 2010

A Ecopilhas, que gere desde 2004 um sistema de recolha de pilhas e baterias portáteis, estendeu a sua licença às pilhas e baterias industriais.

Esta nova competência da empresa é um reforço do seu «contributo na resposta às necessidades operacionais de um sector específico», no qual, considera a Ecopilhas, «há muito trabalho a desenvolver em matéria de separação de resíduos e na preservação do meio ambiente».

Eurico Cordeiro, director-geral da Ecopilhas, lembra que a empresa tem «actuado segundo critérios transparentes e claros» para «atingir os objectivos propostos». Entre estes está a gestão do fluxo de pilhas e baterias portáteis, com recolha e respectivo encaminhamento para reciclagem.

Os mesmos princípios farão, assegura Eurico Cordeiro, «igualmente parte da nova área de actuação da Ecopilhas», ou seja, na gestão e recolha de pilhas e baterias industriais.





Carros eléctricos na “pista” do INESC

9 11 2009

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Este organismo português de ensino é o líder científico do projecto MERGE (Mobile Energy Resoures for Grids of Electricity) – o maior programa de investigação com financiamento da EU. O objectivo é preparar o sistema eléctrico europeu para a massificação da utilização de veículos automóveis eléctricos.

E se amanhã, em vez de encher o depósito do carro com gasolina ou gasóleo, carregasse a bateria directamente na sua garagem? Esta pergunta é feita pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC), que agora se encontra empenhado no desenvolvimento de um projecto para «encontrar soluções que minimizem a necessidade de reforço de infra-estruturas das redes eléctricas e dos sistemas electroprodutores, de modo a evitar sobrecustos que teriam que ser suportados pelos utilizadores dos veículos eléctricos», esclarece fonte deste organismo.

Com um orçamento de 4,5 milhões de euros, o MERGE acredita que a massificação dos veículos eléctricos assenta no «carregamento nocturno», altura em que «a rede eléctrica tem maior disponibilidade».Deste modo, o INESC refere que a viabilidade deste «novo paradigma de mobilidade» está dependente deste factor, bem como da «disponibilidade de recursos energéticos renováveis para a produção de electricidade».

Enquanto líder científico do MERGE, o INESC Porto anunciou que vai contribuir para a «construção de um sistema inteligente que adapte os carregamentos das baterias dos veículos eléctricos à disponibilidade dos recursos energéticos e da infra-estrutura das redes eléctricas», tendo em conta as características dos sistemas eléctricos europeus.

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Na lista de acções do MERGE estão também algumas estratégias para contornar o «congestionamento da rede e as dificuldades dos centros produtores em alimentarem os acréscimos de consumo de electricidade. De acordo com o INESC, estes cenários são vistos como «problemas técnicos» e «eventuais barreiras» para a massificação do carro eléctrico.

Modelos de negócio para carregar baterias
O MERGE está também atento à situação em Portugal, sendo que o INESC aqui pode actuar com mais conhecimento de causa. Para já, o sistema electroprodutor português é caracterizado pelos líderes do projecto como tendo uma «forte componente renovável», pelo que poderá «assegurar a produção de mais electricidade a partir de fontes de energia verdes».

Portugal é, assim, visto como um país-modelo para a implementação de carros eléctricos: «Este tipo de os veículo pode ser mais amigos do ambiente do que em outros países, nomeadamente na Europa Central, que está fortemente dependente de combustíveis fósseis para a produção de electricidade.

Uma das linhas orientadoras do MERGE consiste em minimizar a necessidade de investimento no reforço das infra-estruturas da rede eléctrica existente, bem como do parque produtor de energia eléctrica. «Evitam-se, desta forma, também um conjunto de sobrecustos que acabariam por ter que ser suportados pelos utilizadores dos veículos eléctricos».

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Segundo o INESC, esta nova realidade implica a emergência de dois novos modelos de negócio no mercado energético: «Substituição rápida /carregamento rápido de baterias (em estações de serviço especiais que terão que ser entretanto criadas para servir os novos veículos eléctricos) e carregamento lento de baterias (em parques públicos, privados ou mesmo nas casa do cidadão comum)».

O consórcio do projecto MERGE, o maior projecto de investigação europeu do 7.º Programa-Quadro (2007-2013) destinado a avaliar o impacto no sistema eléctrico de uma utilização em larga escala de veículos eléctricos na Europa, envolve 16 empresas e instituições de IDT europeias e o MIT (EUA). Neste projecto participa também a REN – Redes Energéticas Nacionais.