Uma empresa austríaca com liderança sueca e sotaque português

30 04 2010

Esta é a história da Copa-Data, uma firma que tem um software de automação para pequenas unidades industriais e que chegou a Portugal pelas mãos do sueco Ulf Bexell a partir de… um anúncio de jornal.

Ulf Bexell tinha uma vida pacata em Portugal. Alto, louro e de olhos azuis, cumpre os critérios básicos da tipologia sueca que conhecemos, mas não resistiu aos encantos da mulher portuguesa. «Como costumo dizer, tudo pelas mulheres».

E assim foi. Durante os últimos anos, Ulf tem vivido em Portugal, tem dois filhos e, há cerca de um ano viu um anúncio de jornal mudar-lhe a vida, quando era responsável para os mercados africano, ibérico, latino-americano e russo de uma empresa sueca que fabricava equipamentos para fazer CD e DVD: «Um dia vi um anúncio sobre as aplicações da Copa-Data e entrei em contacto com Thomas Punzenberger. Escrevi-lhe uma carta a dizer que, se estivesse disposto a dialogar, eu estaria disponível para abrir uma delegação da Copa-Data em Portugal», conta o simpático sueco que dirige actualmente os destinos desta empresa austríaca em Portugal.

E tudo aconteceu em tempo record: «O primeiro contacto foi em Fevereiro de 2009 e a empresa foi aberta no dia 1 de Julho, já depois de ter passado por um processo de formação técnica na Áustria».

Portugal em vez de Espanha
Curioso é o facto de a casa-mãe austríaca ter decidido abrir a delegação em Portugal para assumir o controlo do mercado ibérico e não, como seria mais natural, em Espanha. Ulf Bexell confirma que foi «muito difícil» convencer Thomas Punzenberger, mas explica como conseguiu levar a sua ideia para a frente: «Portugal tem mão-de-obra muito qualificada e que domina vários idiomas.

Aqui não há problemas em encontrar pessoas como a Joana Martins [assistente de marketing da Copa-Data], que domina português, espanhol e inglês. Já em Espanha é mais complicado: é muito difícil encontrar um engenheiro espanhol que também fale inglês e português».

Actualmente, a empresa apenas é constituída pelo director e pela assistente de marketing, mas até Junho de 2010 vão entrar dois técnicos qualificados para os quadros da empresa. Para complementar o escritório português, Ulf Bexell revela que a Copa-Data está já também à procura de comerciais em Espanha.

Antes de ter representação própria em Portugal, a Copa-Data vendia o seu software Zenon (SCADA/HDMI) através da Bresimar Automação, uma empresa com sede em Aveiro e liderada por Carlos Breda. Em Espanha a Copa-Data estava representada pela Pertegaz. «Estávamos muito contentes com o desempenho destas duas empresas. Simplesmente queríamos mais, talvez mais que aquilo que estas duas empresas achavam possível. Então decidimos dar um passo em frente para aumentar bastante as vendas em Portugal e em Espanha», explica Ulf Bexell.

Mas esta parceria não deve ficar por aqui. O director quer que a empresa aveirense continue «amiga e parceira» da Copa-Data e que haja entre-ajuda entre as duas: «Se eu quiser implementar um projecto numa indústria, vou precisar de uma empresa para me ajudar e talvez a Bresimar seja a minha única e primeira escolha. Esperamos que a Bresimar tenha a mesma ideia. Temos falado com eles e trocamos impressões técnicas. Se eles souberem de um projecto onde nós possamos entrar, também esperamos que nos ajudem».

Zenon é «simples e flexível»
Com 150 empregados em todo o mundo (a Copa-Data tem representações desde os EUA à China), Ulf Bexell assume que a empresa que disponibiliza software para controlo de processos é «bastante pequena».

A maioria dos funcionários tem cursos de engenharia, o sócio fundador da empresa e actual director é engenheiro e Ulf também tem canudo nesta área engenheiro. «Investimos muito no desenvolvimento dos nossos produtos. A tecnologia é o nosso lema», reforça o director.

Apenas com a solução Zenon no portfólio, a empresa coloca de lado a venda de maquinaria e hardware, para se concentrar apenas no desenvolvimento deste programa informático. Este é um produto SCADA, que «não se destina ao utilizador final», uma vez que «tem de ser configurado primeiro».

Assim, os públicos-alvo do Zenon são os integradores de sistemas e as empresas de engenharia, que «têm de construir uma solução completa para o utilizador final tirar partido do nosso software». Contudo, algumas fábricas têm departamentos de engenharia que podem receber directamente o Zenon para programação: «São casos raros, mas acontecem. Por exemplo, há uma fábrica de bebidas na Alemanha nossa cliente que tem alguns técnicos capazes de fazer isto. Esta empresa ficou muito interessada no nosso software e usa-o para medir o Overall Equipment Efficiency». Aqui, o Zenon da Copa-Data funciona como «sistema central», ao qual estão ligadas «todas as máquinas da fábrica, para verificar a sua eficiência».

Apesar de Ulf Bexell garantir que o Zenon é «muito fácil de usar e aplicar», as funcionalidades são muito extensas: «O processo de aprender e descobrir as maneiras de utilizar o nosso software também é bastante vasto. Uma pessoa que o utiliza há dois meses pode fazê-lo muito bem, mas uma pessoa que o usa há doze meses, provavelmente domina-o melhor. Temos software simples de usar e que consegue responder muito bem em ambientes industriais mais complicados. Tem uma grande adaptação».

Presença na AutoEuropa
Em Portugal, uma das «principais concorrentes» da Copa-Data é a Siemens. Esta empresa de origem alemã (com sede em Alfragide, Lisboa) tem o software WinCC que se destina às mesmas aplicações que o Zenon.

Contudo, existem algumas diferenças: «Entre os pacotes padrão de SCADA, somos os únicos com o protocolo de comunicação IEC 61850, que é específico deste sector. Sem este protocolo não podemos entrar no mercado. Por exemplo, comparando com o WinCC, só agora é que estão a implementar este protocolo na solução deles». Mas, segundo Ulf Bexell o 61850 é «muito mais que um protocolo de comunicação».

Para poder aproveitar este recurso, explica o director, o software também tem de se adaptar ao protocolo: «O Zenon inclui funções que tanto fazem parte do sistema SCADA, como do protocolo IEC, que não existem no WinCC».

Além da venda do software, a Copa-Data também disponibiliza serviços de assistência técnica e consultoria: «Não podemos vender o Zenon e esquecer o cliente, assim não funciona». Assim, quando os clientes fizerem a implementação do software e surgirem questões técnicas, a Copa-Data está disponível para «responder a todas as dúvidas».

Contudo, e enquanto não chegam os dois técnicos anunciados por Ulf Bexell, as perguntas têm de ser encaminhadas para a sede da empresa na Áustria.
E uma das empresas que pode recorrer a estes serviços de assistência é a AutoEuropa, a fábrica da Volkswagen em território nacional que produz os modelos EOS, Scirocco (VW), Sharan (VW) e Alhambra (Seat).

Esta unidade industrial usa o Zenon como padrão e especifica que «os seus fornecedores têm de usar» esta solução. A fábrica tem duas linhas com o software da Copa-Data: a que monta as partes superior e inferior do chassis, instalada na Primavera de 2009, e o sistema de enchimento de líquidos no carro, que foi implementada no Verão passado.

Meta para 2010: cashflow positivo
Ulf Bexell viu um bom mercado em Portugal para a aplicação as soluções da Copa-Data. Este foi mais um dos argumentos para convencer Thomas Punzenberger a abrir uma delegação própria no País. O director considera que as linhas de produção das indústrias nacionais «estão muito bem preparadas» e «bem abertas a novas soluções de automação».

Embora, confirme que Portugal está a atravessar «um período difícil», nem mesmo o período de crise que já levou ao encerramento de algumas indústrias (casos a Delphi, Lear ou Marcopolo) “assusta” Ulf Bexell: «Portugal foi menos afectado pela crise que Espanha, mas estamos a notar uma actividade baixa nos dois mercados. Mas o sector industrial não vai abandonar Portugal».

O ano de 2010 vai ser o primeiro ano completo de operação da Copa-Data por cá, mas nem isto serviu para que a sede austríaca colocasse objectivos mais “leves” à empresa. Sem falar em números, Ulf Bexel deixa transparecer que Thomas Punzenberger foi exigente com os resultados financeiros para 2010.

Contudo, para o director, e tendo em conta que esta delegação da empresa é «autofinanciada» e que não tem «apoios monetários da Áustria», a principal meta é ter um «cashflow positivo». E depois, como vai ser o comportamento da Copa-Data em Portugal/Espanha? «Dentro de quatro ou cinco anos queremos ter uma facturação de quatro ou cinco milhões de euros». Um milhão por ano, fazendo a média. Portugal e Espanha que se prepararem.





Novas soluções de aparelhagem de baixa tensão da VMC

30 04 2010

A Vector Motor Control Ibérica (VMC) apresentou a sua gama PVP 2010 de aparelhagem de baixa tensão, centrada nos produtos de protecção e controlo industrial da LS Industrial Systems e nos produtos e acessórios de fabrico VMC.

Esta actualização «melhora a apresentação e a localização dos produtos no catálogo» e inclui a nova linha de disjuntores compactos Susol de 1,6 a 800A, assim como a ampla gama de disjuntores e interruptores modulares, disjuntores motor, contactores e relés de manobra.

Entre estes produtos, a empresa destaca também os interruptores diferenciais de reconexão automática RK-ON, o interruptor horário TH24R150 e os relés de disparo diferencial RDE/RDER.

A VMC é uma empresa especializada no controlo e na eficiência dos motores eléctricos, que distribui para Espanha e Portugal os produtos de automação e controlo industrial da LS Industrial Systems.





Rittal apresenta nova imagem e aposta na formação

30 04 2010

O mês de Abril marcou uma mudança na imagem corporativa da Rittal, que passa a ter um logótipo redesenhado «mais moderno e apelativo», embora bastante baseado no antigo. No novo, o nome da empresa aparece envolvido pelas das barras coloridas, quando antigamente ficava por baixo.

Outra mudança tem que ver com o número de barras: de seis passam para cinco (representativas das principais áreas de negócio), excluindo o rectângulo verde que se apresenta em primeiro plano. Neste novo logótipo o nome Rittal aparece envolvido pelas cinco barras de cores.

Visualmente o logo não apresenta uma grande revolução, uma estratégia propositada: «As semelhanças permitem uma fácil identificação relativamente à imagem anterior», explica a Rittal.

Paralelamente, a empresa vai apostar em força na formação dos seus clientes e está neste momento a promover a realização de diversas acções dedicadas ao sector da indústria e da distribuição de energia.

«Este ciclo de formação será realizado nas instalações dos clientes (se o grupo o justificar) ou nas instalações da Rittal, em datas a definir de acordo com as necessidades e disponibilidade dos interessados», esclarece a empresa.

Entre os diversos temas a abordar, a Rittal destaca a formação sobre as soluções de baixa tensão: Riline 60, Ri4Power ISV, Ri4Power Form 2 a 4 e respectivo software Power Engineering 4.1.; e sobre as Soluções de Climatização, com o respectivo software Rittal Therm 6.0.

«Todas as acções de formação podem ser adaptadas às necessidades específicas de cada cliente, existindo o compromisso de adequar os conteúdos para atender à realidade individual e funcional de cada organização e aos objectivos que desejam alcançar», sublinha a Rittal.

Para mais informações sobre estas acções de formação, contacte a empresa através do site www.rittal.pt.





Barragem do Alvito avança em 2011 e demora cinco anos a ficar pronta

30 04 2010

O Ministério do Ambiente notificou a EDP com uma Declaração de Impacte Ambiental que dá luz verde para a construção da barragem do Alvito, uma obra que vai custar 360 milhões de euros e criar cerca de quatro mil postos de trabalho, mil dois quais directos.

O empreendimento hidroeléctrico do Alvito é um dos cinco que a EDP quer construir no âmbito do plano de expansão de capacidade hidroeléctrica, que vai ainda reforçar a potências de seis das barragens já em operação. Segundo a empresa, esta barragem deverá estar pronta em 2016, devendo a construção iniciar-se em 2011.

Agora, a EDP vai proceder à «elaboração do projecto e das propostas de concretização das medidas de minimização e compensação exigidas pela Declaração de Impacte Ambiental».

A barragem de Alvito, no rio Ocreza, situa-se próximo da povoação da Foz do Cobrão, a cerca de 400m a montante da confluência da ribeira do Alvito, pelo que «não interfere com o monumento geológico das Portas do Almourão», garante a EDP.

Com a autorização garantida pela DIA à cota 221m, a barragem terá cerca de 93m de altura, 430m de comprimento e vai criar uma albufeira com 27,5Km, numa área de de 1731 hectares nos concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão.

Na central da barragem será instalado um gerador reversível com uma potência de 225MW que deverá gerar, de acordo com as previsões da EDP, cerca de 370GW/h, com grande parte da energia a ser produzida «à custa da utilização de bombagem».

Isto deverá evitar a emissão anual de «450 mil toneladas de dióxido de carbono», reduzindo em simultâneo a «dependência energética do País face à importação de combustíveis fósseis».

Para a EDP, esta «reversibilidade de funcionamento do grupo gerador» será ainda uma oportunidade para a instalação de «mais potência eólica».

Até ao final da década, a EDP investirá neste âmbito cerca de três mil milhões de euros, o que se vai reflectir num aumento de 60 por cento da capacidade de produção de energia renovável e na criação de trinta mil postos de trabalho, directos e indirectos.





DGEG suspende pedidos de informação prévia

30 04 2010

A DGEG deixou de aceitar pedidos de informação prévia (PIP) no período de 1 a 15 de Maio, respeitantes à ligação à rede de instalações de produção em regime especial.

A justificação surgiu no Diário da República a partir de um despacho do Director Geral desta entidade, José Perdigoto, e tem que ver com o facto de o Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER) ainda estar a ser preparado. Uma vez que este documento necessita de uma aprovação (que vai ter de ser feita até ao final de Junho), a DGEG decidiu suspender os PIP.

«Estando ainda a decorrer a elaboração do PNAER, que incluirá as acções e medidas concretas a tomar no domínio das energias renováveis, bem como o respectivo cronograma de realização, por forma a que os objectives definidos sejam concretizados, considera-se prematura a abertura a data de hoje de um novo período de aceitação de pedidos de informação prévia», considera José Perdigoto.





Cisco passa a fazer parte da APRITEL

30 04 2010

A Cisco é a mais recente associada da Associação dos Operadores de Telecomunicações, uma empresa que se ocupa do desenvolvimento de tecnologias de rede e que conta com mais de 67 mil colaboradores em todo o mundo.

Para a APRITEL, esta adesão representa uma ligação a uma das empresas «mais marcantes no desenvolvimento de redes e aplicações para o sector de telecomunicações», mas também o mostra o «reforço da representatividade e capacidade de intervenção» desta associação no sector.

De acordo com João Couto Presidente da APRITEL, a associação está «muito satisfeita» com a adesão da Cisco: «Trata-se, sem dúvida, de uma empresa que está a assumir um papel importante no desenvolvimento do sector das comunicações em Portugal».

Segundo o mesmo responsável, «o contributo de um player como a Cisco constitui uma mais-valia para a APRITEL na construção de um sector mais competitivo, que ofereça mais e melhores alternativas para os consumidores».





Monofásica participa na construção do Hospital da Terceira

29 04 2010

A Monofásica foi escolhida para ficar responsável pela instalação eléctrica do novo Hospital da Terceira (Açores), que vai ser construído em Angra do Heroísmo. A empresa fica integrada num consórcio de três empresas composto pela Mota-Engil (AVAC) e pela Gaspar Correia (responsável pela hidráulica do AVAC, águas e esgotos).

A construção foi adjudicada ao conjunto de empresas HAÇOR, composto pela Mota-Engil, Somague, Dalkia e Marques. A unidade hospitalar deverá estar concluída no final de 2011, ficando o consórcio contratado obrigado a garantir a gestão e manutenção do edifício pelo prazo de 28 anos, num investimento de 65 milhões de euros.

Segundo a empresa, a nova unidade hospitalar tem uma área de construção 47 mil metros quadrados e terá 241 camas em quartos individuais ou duplos, com instalações sanitárias privadas, 46 gabinetes de consulta e 6 salas no bloco operatório, disponibilizando ainda cerca de mil lugares de estacionamento.

A Monofásica lembra que já tem experiência neste tipo de infraestruturas: o Hospital de Cascais, o Hospital dos Lusíadas (Lisboa) o Hospital Privado da Boavista (Porto) e a Clínica CUF (Torres Vedras), são alguns dos projectos em que a empresa participou. Fora de Portugal, a Monofásica destaca obras em Luanda: a Maternidade Lucrécia Paim, o Luanda Medical Center e mais três hospitais na província desta cidade angolana.