Rede eléctrica inteligente: um grande passo

30 03 2010

A apresentação do orçamento de estado para o presente ano motivou, como habitualmente muita polémica, já que permite uma análise clara das acções a que o Governo se propõe, e claro está, será sempre impossível de agradar a “gregos” e a “troianos”. A grande novidade, passa pelo espanto ou indignação de alguns pela aposta feita na área da energia, nomeadamente pelo investimento de quinze milhões de euros em iniciativas de estimulo à economia portuguesa, em particular no incentivo à constituição de uma rede eléctrica inteligente.

Será escusado referir a importância estratégica para o país de reduzir os seus consumos energéticos e a sua dependência externa, em particular do petróleo, de ir de encontro aos objectivos da União Europeia, entre outros. Parece que o principal problema reside na capacidade visionária da EDP e do próprio Governo, através do apoio dado ao projecto Inovgrid, que visa a constituição de uma rede eléctrica nacional inteligente.

Para muitos talvez seja uma grande novidade, que Portugal esteja numa posição cimeira, com este projecto pioneiro a nível mundial, e para o qual a EDP tenha conseguido encontrar parceiros nacionais com competências de topo e dotados de tecnologias de última geração.

O consórcio liderado pela EDP Distribuição, do qual fazem parte o INESC Porto, a Efacec, a Lógica (ex Edinfor) e a Janz – Contadores de Energia, SA, que não teve origem em nenhum concurso público, mas sim na reunião das melhores competências nacionais, é hoje alvo de muita atenção por parte das grandes distribuidoras de energia de todo o mundo.

Competirá à EDP justificar, se assim o entender, a escolha dos seus parceiros, o momento de execução, a determinção e motivação no desenvolvimento do projecto, sendo que é por mais evidente que não existia outra forma de levar o Inovgrid a bom porto, até porque o mercado eléctrico é extremamente competitivo, e todas as distribuidoras a nível europeu têm escolhido os seus parceiros de inovação sem concursos públicos, de que são exemplo as conhecidas Iberdrola, Endesa, Enel e EDF.

Os portugueses estão de parabéns, estão a apostar num melhor futuro. Uma rede inteligente de energia vai permitir uma melhor racionalização dos consumos, uma melhor optimização da produção, uma clara redução de custos, uma melhor integração das energias renováveis e dos micro produtores, uma melhor integração de um programa de adopção de veiculos eléctricos, e sobretudo num melhor serviço para a sociedade, em tempo real, e sempre em pról do ambiente.

Os portugueses estão de parabéns por terem conseguido encontrar sinergias entre parceiros locais, dotados das melhores tecnologias e com os seus centros de competência e decisão em território nacional, e muito em particular por serem empresas/entidades com um enorme sentido de responsabilidade social.

Os portugueses estão de parabéns por terem conseguido ultrapassar as barreiras da inovação e do severo período económico que se tem vivido, o que vai certamente permitir ser a primeira Nação a beneficiar de uma rede eléctrica inteligente.


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