Chineses criam planta artificial que produz hidrogénio

7 01 2010

Cientistas chineses anunciaram ter criado uma folha artificial capaz de captar luz e separar água para criar hidrogénio. As plantas fazem o processo a que chamamos fotossíntese e um dos passos-chave é precisamente separar a água em moléculas, dando origem a iões deste gás.

Tongxiang Fan, porta-voz do grupo de cientistas da Universidade Jiao Tong, em Shanghai, explica que o estudo envolveu a criação de uma minifábrica de hidrogénio a partir do funcionamento das plantas naturais e que este método é um incentivo para que as pessoas «acabem de vez com o hábito de produzir dióxido de carbono».

Até agora, já vários grupos de cientistas tinham tentado copiar o processo de fotossíntese das plantas, mas com os esforços a incidir num método para modificar as moléculas envolvidas no processo e não o processo em si. «A nossa abordagem está em copiar a fotossíntese e não em dividir as moléculas directamente em laboratório», garante Tongxiang Fan.

O processo usado pela Universidade de Jian Tong parace complicado, mas segundo Tongxiang resulta mesmo.

1 • Os chineses começam por tratar as folhas com ácido hidroclorídrico diluido, para que as plantas substituam os átomos de magnésio pelos de titânio.

2 • Depois, secam as folhas e aquecem-nas a 500 graus centígrados. Isto deixa ficar um “esqueleto” de dióxido de titânio, assim como muitos elementos básicos da constituição das plantas. O dióxido de titânio é usado em células fotovoltaicas para aumentar a sua eficiência e, na folha, serve para catalisar a separação das moléculas da água.

3 • A folha retém as células que tem na superfície e que funcionam como lentes para captar luz de todos os ângulos e veios que ajudam a canalizar
a luz para o interior da planta. As réplicas conseguidas com este processo ficam ainda com estruturas denominadas colóides, que têm apenas dez nanómetros de espessura e aumentam a área capaz de realizar a fotossíntese.

4 • Para finalizar, os cientistas submergem as folhas artificiais numa solução composta por 20% de metanol (que actua como catalisadora) e expõem-nas a luz ultravioleta. O vantagem é que estas plantas artificiais absorvem duas vezes mais luz e produzem três vezes mais oxigénio.

Este grupo de estudo da universidade chinesa está agora a tentar replicar a sua descoberta para um sistema capaz de produzir hidrogénio em quantidades suficientes para que as plantas artificiais consigam ser vistas como verdadeiras produtoras de energia limpa. Neste caso, de hidrogénio.


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