Socomec atribui prémio ‘Instalador do Ano’ à Monofásica

9 12 2009

A Socomec, empresa francesa especialista em sistemas de controlo e protecção de redes eléctricas de baixa tensão para a indústria, distinguiu a Monofásica como Instalador do Ano’ em 2009. O prémio foi atribuído durante um almoço que decorreu no Hotel Vila Galé Ericeira.

Álvaro Freire (na foto) e Jorge Lascas, representantes da Monofásica, receberam o trofeu entregue por José Coelho, director da Socomec Portugal.

Estas duas empresas são parceiras há vários anos e têm no portfólio obras como o Estádio da Luz e o Hotel Grand Vip (Lisboa) e participações em Angola: a ampliação do
Aeroporto 4 de Fevereiro e as construções da sede da Chevron e da Torre Escom, em Luanda.





Aveiro vai receber a fábrica de baterias eléctricas da Renault-Nissan

9 12 2009

O Governo anunciou ontem que a fábrica de baterias para carros eléctricos do consórcio Renault-Nissan vai ficar em Aveiro, mais concretamente na Companhia Aveirense de Componentes para a Indústria Automóvel (CACIA), unidade fabril que já produzia componentes para esta joint-venture. O início das obras está marcado para o Outono de 2010.

A data marcada para o início das operações está marcada para 2012, altura em que a CACIA vai começar a produzir baterias de iões de lítio e os respectivos módulos.

Aveiro ganha, assim, a corrida a Sines e Estarreja, localidades que também estavam na mira da Renault-Nissan e do Governo para implementar a fábrica de baterias para carros eléctricos, que representa um investimento de 160 milhões de euros, mas que pode chegar aos 250 numa fase posterior.

Carlos Ghosn, presidente executivo do consórcio, confirmou ontem em entrevista à RTP que a decisão em manter a aposta na CACIA se deveu aos apoios financeiros e fiscais que o Estado português apresentou. O recurso aos fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) é outra das possibilidades.

As novas instalações vão ocupar um lote de 20 mil metros quadrados nas imediações da CACIA e terão uma capacidade de fornecimento na ordem das 50 mil baterias por ano. A nova fábrica vai ser ainda responsável pela criação de mais 200 postos de trabalho especializados, que se juntam aos 1100 actuais da CACIA.

Portugal vai ser, assim, um dos cinco países com uma fábrica deste género, a que se juntam Reino Unido, Japão, França e Estados Unidos.





De Serpins para o Mundo

3 12 2009

Américo Duarte é um dos líderes empresariais mais carismáticos do sector eléctrico. Ao leme da Efapel, este gestor conseguiu colocar Serpins no mapa, ao transformar a empresa numa das líderes de mercado no campo das aparelhagens para instalações eléctricas de baixa tensão. Chegar a Serpins, (na Lousã, 30km de Coimbra) não é fácil. Mas pelo ambiente que fomos encontrar na Efapel valeu a pena a viagem até à zona centro do País.

O director da Efapel recebeu a equipa da ME no seu escritório da sede da empresa que, ao contrário de outras, não se localiza num pólo industrial. As duas instalações fabris (vai haver uma terceira ainda este ano no mesmo local) ficam numa zona florestal, longe da confusão das grandes cidades. Américo Duarte reconhece que a deslocalização traz desvantagens à Efapel, mas não garante que não trocava Serpins por Lisboa ou Porto: «Aqui as pessoas vestem a camisola da empresa e nas grandes cidades isso é mais complicado».

Este ano vimos Efapel em todos os estádios de futebol com transmissões televisivas. Como é que explica este investimento?
Surgiu de forma natural. A Efapel vai crescendo e, para cada nova dimensão que atinge, arranja disponibilidade e meios para ter custos de marketing e de publicidade a um nível superior para fazer passar a mensagem em meios mais importantes. A aposta justifica-se porque a Efapel é tida no mercado como uma empresa com princípios, valores e ética. Esta ideia já é antiga e está associada ao facto de a empresa ter produtos de grande qualidade.

Que público quiseram atingir com este investimento?
É quem decide o consumo, que nem sempre é o consumidor final. Por vezes é o instalador, outras o distribuidor ou o arquitecto. Como não é possível ter uma forma de publicidade que atinja todos ao mesmo tempo, só queremos atingir uma faixa do mercado: os instaladores.

Mas a vossa grande concorrente, a Legrand, tem produtos à venda nas superfícies comerciais. Prejudica-vos não estar a competir no grande consumo?
Nós não vivemos contra o concorrente A ou B, defendemos apenas o nosso interesse. Estamos é motivados para crescer, o que não significa obrigatoriamente vender nas grandes superfícies. Aliás, o volume de negócio que se obtém com essas vendas é pouco importante, face às outras formas de negócio. Contudo, reconheço que é um modelo interessante no que respeita à divulgação da marca e da imagem de qualidade transmitida que, normalmente, está associada às grandes superfícies.

Isso quer dizer que vai deixar de lado projectos para apostar nesta faixa de mercado?
À medida que nos aproximamos da liderança do mercado, é natural que as grandes superfícies queiram vender produtos da Efapel. Isto já acontece em algumas regiões do País e nós fizemos, inclusive, um negócio recente com uma grande superfície. Contudo, em alguns casos há razões comerciais e compromissos que difíceis de ultrapassar rapidamente. Nós aguardamos serenamente pelo melhor momento para disponibilizar a nossa oferta em larga escala. Tem algum interesse, mas isso virá de forma natural e a seu tempo.

Dá-lhe um orgulho especial dirigir uma empresa cem por cento nacional, num mercado em que compete com outras de investimento estrangeiro que não têm o mesmo reconhecimento que a sua?
Naturalmente. É bom estar à frente de uma equipa destas, já que o capital mais importante desta empresa são as pessoas. É gratificante lidar uma equipa com a qualidade da que eu tenho aqui. É um prazer especial, não apenas porque somos portugueses, mas também porque hoje a Efapel já é uma empresa do mundo.

E a localização da Efapel, fora dos grandes centros de Lisboa e Porto, não prejudica a vossa actuação nos mercados?
Sim e não. Temos a desvantagem de estar longe dos fornecedores e dos centros de distribuição. Por outro lado temos a vantagem de estarmos num meio onde é muito mais fácil às pessoas criarem uma afinidade com a empresa e de vestirem a camisola de uma forma que já não acho tão fácil de fazer nas grandes cidades. Somos uma grande família. Arrancar com a empresa custou muito, mas hoje não trocava Serpins por Lisboa ou Porto, mesmo com as desvantagens que tenho.

Actualmente, a entrada de empresas asiáticas no mercado com produtos que são apenas cópias, sem todo o desenvolvimento e qualidade das peças certificadas, é uma ameaça?
É sempre uma ameaça, não tanto pela cópia, mas mais por não estarem sujeitas às mesmas regras do jogo que nós. Temos de pagar impostos e a carga fiscal sobre a contratação de pessoas faz com que uma hora de trabalho de um funcionário em Portugal custe mais 65 ou 70 por cento que aquilo que a pessoa recebe. Sentimos isto, mas ainda não é uma situação relevante.





APSEI prepara lançamento de manual de segurança contra incêndios

3 12 2009

A Associação Portuguesa de Segurança Electrónica e Protecção de Incêndios (APSEI) prepara-se para publicar este mês o Manual de Exploração de Segurança Contra Incêndio em Edifícios, um livro técnico da autoria de Carlos Ferreira de Castro e António Possidónio Roberto.

Segundo a entidade, esta «publicação pretende apoiar a concepção, gestão e fiscalização das medidas de segurança dos edifícios», bem como «fornecer orientações práticas, informação sucinta e de fácil consulta aos profissionais da segurança».

O manual é dirigido aos diversos profissionais da segurança, incluindo os propietários de edifícios, responsáveis de segurança, delegados de segurança contra incêndio, técnicos de instalação e manutenção de segurança, técnicos de higiene e segurança no trabalho e técnicos de fiscalização de obras.

As entidades fiscalizadoras de medidas de auto-protecção, projectistas e alunos, docentes e entidades de formação na área da segurança também estão entre os públicos-alvo apontados pela APSEI.

A pré-reserva deste manual pode ser feita aqui.





Carros eléctricos avançam em definitivo

3 12 2009

O Conselho de Minsitros aprovou hoje o decreto-lei que estabelece o regime jurídico da mobilidade eléctrica, aplicável à organização, acesso e exercício destas actividades em Portugal Continental, bem como as regras destinadas à criação de uma rede piloto para a mobilidade eléctrica.

Este diploma regula a organização, acesso e exercício das actividades relativas à mobilidade eléctrica, estabelecendo, igualmente, as regras destinadas à criação de uma rede piloto para a mobilidade eléctrica, tendo em vista a introdução e massificação da utilização do veículo eléctrico a nível nacional.

Segundo o governo, este passo «posiciona Portugal como pioneiro na adopção de novos modelos para a mobilidade, sustentáveis do ponto de vista ambiental, que optimizem a utilização racional de energia eléctrica e que aproveitem as vantagens da energia produzida a partir de fontes renováveis»

A rede de abastecimento de energia para veículos eléctricos vai basear-se num sistema que utiliza um cartão pré-pago para carregar o carro num posto próprio.

O Decreto-lei cria, ainda, um subsídio de 5 mil euros para a aquisição, por particulares, de veículos automóveis eléctricos, o qual poderá atingir os 6500 euros no caso de haver simultaneamente abate de veículo automóvel de combustão interna. O Governo prevê, também, ainda adoptar outras medidas nesta área, como a fixação de majoração de custo em sede de IRC, em aquisições de frotas de veículos eléctricos pelas empresas, em termos a definir.





MIBEL, dez anos depois

3 12 2009

Foi em 1999 que os Governos de Portugal e Espanha deram os primeiros passos para a constituição de um mercado ibérico único de electricidade. Desde então, foram desenvolvidos vários protocolos para reforçar a cooperação entre os dois países: Protocolo de Colaboração em Novembro de 2001, Acordo de Santiago de Compostela (Outubro 2004), XXII Cimeira Luso-Espanhola de Badajoz (Novembro 2006) e Acordo de Braga (Janeiro de 2008).

Este último levou à revisão do Acordo de Santiago, «que veio aprofundar e clarificar algumas matérias identificadas no Plano de Compatibilização Regulatória», explica a ERSE. Entre os pontos emendados estão os mecanismo de garantia de potência, a metodologia para a determinação anual dos agentes que verifiquem a condição de operador dominante e a harmonização de procedimentos de mudança de comercializador.

Assim, o Conselho de Reguladores considerou «oportuno desenvolver uma descrição do caminho percorrido no desenvolvimento do MIBEL». O resultado foi a elaboração de um estudo – Descrição do Funcionamento do MIBEL – cujo objectivo é disponibilizar a todos os interessados «uma descrição sistematizada sobre as acções desenvolvidas e respectivos resultados».

Ao longo de treze capítulos, este estudo aborda temas como as forma de financiamento de ambos os pólos do operador do mercado, características, padrões de funcionamento e resultados do mercado a prazo, nas suas diferentes modalidades de contratação, poderes e obrigações dos organismos reguladores e as características dos mercados diário e intradiário.

Pode fazer o download do estudo aqui.





Complexo hídrico Ribeiradio/Ermida está pronto em 2013

3 12 2009

O empreendimento conta com duas barragens: Ermida (esq.) e Ribeiradio (dir.)

O final do mês de Novembro fica marcado pelo início da construção de mais um pólo de aproveitamento hidroeléctrico, um empreendimento da responsabilidade da EDP e desenvolvido em parceria com a Martifer Renewables, localizado no rio Vouga. Esta é uma das cinco barragens que a EDP tenciona implementar até 2016.

A nova barragem de Ribeiradio/Ermida vai criar mais de dois mil postos de trabalho (550 directos) e têm um custo de 170 milhões de euros. Opway, FCC (Fomento de Construcciones y Contratas) e RRC (Ramalho Rosa Cobetar S.A.) formam o consórcio que vai ter a cargo direcção dos trabalhos na obra.

Segundo a EDP, o projecto contempla ainda «a realização de vários trabalhos de compensação e mitigação ambiental, com destaque para medidas de recuperação da flora e criação de zonas de lazer».

Além de Ribeiradio/Ermida, a eléctrica nacional tem ainda em «estudo e construção seis reforços de potência de barragens já existentes», projectos que representam um investimento de três mil milhões de euros e criação de trinta mil postos de trabalho.

«As barragens darão ainda um importante contributo para a expansão da energia eólica, aumentando assim a quota de energias limpas, renováveis e endógenas no mix energético nacional», lembra a EDP.