Tecnologia portuguesa alia vidro a madeira para garantir eficiência energética. E vence o prémio BES Inovação.

23 11 2009

O projecto Energetic Modular Technology (Et³), que explora a aplicação estrutural conjunta da madeira e do vidro com características energéticas no âmbito da construção sustentável, venceu a 5.ª edição do prémio BES Inovação na categoria ‘Energias’.

A tecnologia Et³ implicou «três anos de investigação» e foi desenvolvida pelo arquitecto José Pequeno em parceria com o Grupo DST (Domingos da Silva Teixeira) e a Universidade do Minho. Para este responsável, esta distinção é um «empurrão decisivo para o sucesso da implementação e comercialização da tecnologia a nível nacional e internacional», uma vez que torna Portugal no «primeiro país do mundo» a utilizar madeira e vidro com estes fins.

Agora, segue-se um período onde os responsáveis pelo projecto vão avaliar as condições de comercialização desta tecnologia energética modular. Contudo, já existem algumas certezas: o investimento vai ser de cerca de dois milhões de euros e a produção em série deve começar em Julho de 2011 por uma empresa criada para o efeito: a TGlass.

No primeiro ano de actividade, a nova empresa espera obter vendas no valor de 6,9 milhões de euros e um resultado líquido de cerca de 144 mil euros, sendo que, quatro anos depois, estes valores deverão evoluir para oito milhões de euros e 521 mil euros, respectivamente.

«O objectivo é comercializar o produto, primeiro no mercado externo, mais receptível à construção sustentável, e depois em Portugal», confirma fonte ligada ao Et³.

De acordo com as entidades envolvidas no projecto, não existe ainda a comercialização de qualquer sistema estrutural misto madeira-vidro ou estrutural pré-fabricado com propriedades energéticas, pelo que, segundo as mesmas, estamos na presença de uma «tecnologia emergente».

Como funciona a tecnologia Et³
No painel de madeira e vidro estão integrados, simultaneamente, sistemas solares passivos e activos, que garantem a eficiência energética do espaço em que são inseridos e operam de modos distintos consoante as quatro estações do ano. A inovação do projecto reside na união estrutural entre a madeira e o vidro através de uma tecnologia de colagem denominada ‘tglassbond’ (timber-glass strutural bonding system), através da qual a capacidade mecânica deste sistema misto é substancialmente superior ao somatório dos comportamentos individuais dos dois materiais isolados, o que atesta a sua capacidade estrutural.


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